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sábado, 6 de dezembro de 2014

A Ceia do Senhor e o juízo de Deus.

1 Coríntios: 11. 28-32

"Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem. Mas, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados; quando, porém, somos julgados pelo Senhor, somos corrigidos, para não sermos condenados com o mundo."

Amanhã é domingo, e sendo primeiro domingo de dezembro em nuitas igrejas será celebra a última Ceia do Senhor em 2014.  Por isso o texto a seguir para nossa meditação.

Muitos quando leêm a primeira carta de Paulo aos Coríntios enxergam uma igreja problemática, e de fato, naquela igreja existiam muitos problemas: divisões, tolerância para com o pecado e imoralidades, visão equivocada acerca dos dons do Espírito e de seu uso na igreja, uma liturgia fora do padrão desejado por Deus, irreverência na celebração da Ceia do Senhor e por aí vai. Contudo, é bom entender que a igreja de Corinto, assim como, as Sete igrejas da Ásia, e todas demais igrejas citadas no Novo Testamento, nos servem de arquétipos, exemplos positivos ou não para a igreja de hoje.

Quando Paulo ensina aos irmãos corintios sobre como a Ceia deveria ser celebrada, ele pela direção do Espírito, também aproveitou para alertá-los acerca do perigo que correm aqueles que tomam parte na Mesa, porém, indignamente ou sem o discernimento correto deste importante memorial cristão.

Paulo ensina que tais pessoas estão trazendo sobre suas vidas juízo da parte de Deus, e tal juízo é manifestado pela presença de pessoas "fracas e doentes e muitas que dormem".

Se pararmos para analisar muitas das nossas igrejas de hoje, constataremos muitos crentes fracos, doentes  e que estão dormindo, estes sinais caracterizam pessoas ou congregações inteiras que estão num estado de paralisia espiritual, infrutíferos, irrelevantes e alienados da presença de Deus. Tais pessoas ou igrejas estão sendo julgadas por Deus, pelo fato de em algum momento terem tomado da Mesa do Senhor, indignamente, sem a devida compreeensão e principalmente por não fazerem uma autoavaliação sincera comparando suas ações, práticas e convicções com as Santas Escrituras.

Os irmãos de Corinto estavam comendo e bebebdo a Ceia indignamente e sem a exata compreensão sobre o que de fato representava aquele momento. A mesma situação ocorre atualmente. Embora  ninguém se embreague ou coma desordenadamente, ainda assim, muitos estão comendo e bebendo indignamente quando não reconhecem, confessam e abandonam seus pecados, sendo humildes e contritos, antes preferem manter a hipocrisia das falsas aparências de santidade e retidão, mesmo a consciência lhes acusando de invejas, contendas e outros dolos contidos no coração. Outros comem e bebem a Ceia sem discernimento, quando não entendem biblicamente a realidade e a profundidade da graça soberana de Deus na salvação, antes implicitamente ou até mesmo abertamente associam a salvação com algum próprio mérito, resultante de seus esforços, obediência ou obras.

Muitas pessoas e igrejas inteiras estão sob julgamento e ficaram paralisadas espiritualmente pelo fato de não fazerem uma autocrítica sincera. Quando deveriam refletir humilhando-se sob a potente mão de Deus, persistem em andar na obstinação e dureza de seus corações enganando-se a si mesmos acreditando estarem fazendo a coisa certa.

"Se julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados".

Deus julga seu povo e isso é bom, prova seu interesse por nós, pois do contrário seríamos condenados com o mundo; porém o juízo de Deus é duro, doi e pode nos causar sofrimento, afinal de contas: "Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo". (HB 10:31).

Que não sejamos tolos de comungar a Ceia indignamente ou sem o correto discernimento da obra graciosa e redentora de Cristo, antes que examine-mo-nos diligentemente e alcancemos graças do Senhor para sermos frutíferos, relevantes e vividamente atuantes nele pela fé e em amor.

Soli Deo Gloria.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O perigo da dúvida



Marcos: 9. 24. Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade.

Acho este versículo interessante. Jesus fala para um homem que tudo é possível ao que crê, e este homem declara que crê, mas logo em seguida pede socorro pela sua incredulidade.

Penso que esta situação não é atípica, é porém, muito comum haver crentes incrédulos. Estes podem até ter um discurso de crente; uma postura de religiosidade bem convincente, alguns talvez até com uma fé sincera, mas que ainda possuem em seus corações fortes traços de incredulidade, onde diante de fatos mais difíceis de compreender, acabam desenvolvendo questionamentos perigosos.

Sem querer, muitas vezes pensam se Jesus é isso tudo que a Bíblia diz, se a Bíblia é de fato a Palavra de Deus, se realmente haverá um juízo final, etc... Se, se, se...

Questionamentos e indagações sobre determinados assuntos são válidos, e devemos realmente analisar as coisas, investigar, perguntar, para que cresçamos e alcancemos conhecimento. Estou me referindo a questionamentos mais profundos que onde ainda não existam respostas conclusivas como por exemplo, por exemplo como pode o homem ser plenamente responsável pelos seus atos se Deus é plenamente soberano e tem tudo sob seu controle e poder? Muitos tentando uma urgente resposta para este problema, acabaram indo para extremos perigosos, como o hipercalvinismo, ou o liberalismo e Teísmo Aberto.

Precisamos entender que nossa mente carnal é inimiga de Deus e sempre vai lutar contra o espírito, usando diferentes armas, inclusive a dúvida. O diabo, nosso astuto inimigo gosta de usar este artifício, foi assim no Édem. A dúvida, precede a incredulidade, que por sua vez resulta em heresias sutis e até na mais completa apostasia, um abandono total da fé.

Digo que apesar de ser calvinista e crer na perseverança dos crentes, me vejo como esse homem que dialoga com Jesus e declaro: "Creio! Ajuda minha incredulidade.". Isto significa, peço que Deus me livre da incredulidade, da apostasia, que a cada dia seja confirmada minha eleição, como diz Pedro, para "nunca jamais" eu tropece nestes pecados.

Queridos, é importante fazer uso dos meios de graça que Deus nos dá, para manter-nos olhando firmemente para Jesus, pensando nas excelentes coisas, que são do alto e desprezando tudo aquilo que porventura possa nos fazer vacilar.

Que Deus venha blindar nossa mente e coração para que nenhuma dúvida, seja de que natureza for, não nos impeça de descansar em sua Palavra e viver segundo seus preceitos e que assim testemunhemos muitos milagres. Que Ele a cada dia nos ajude em nossa incredulidade, concedendo graciosamente a fé, para que assim possamos agradá-Lo e servi-Lo.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Cristo veio para salvar todos!?



Este é o ponto mais tenso do Calvinismo, a questão da expiação limitada. Pra mim não foi rápido entender e aceitar a realidade de que Deus dentre toda a humanidade elegeu na eternidade, alguns para serem salvos. Steven Lawson e o Augustus Nicodemus já disseram um dia desses que "essa doutrina não é difícil de entender; é difícil de engolir", e é verdade.

A gente vê de Gênesis à Apocalipse, Deus soberanamente decretando e escolhendo, salvando e condenando tendo como parâmetro apenas sua graça e sua justiça, no entanto, mesmo com tantas evidências, construímos complexos sistemas de pensamento com o objetivo de especular e sondar sobre os conselhos do Eterno.

É fato que se Deus é soberano e todo-poderoso nada ocorre contra sua vontade, logo se alguns se perdem é pelo fato de que Ele pelos motivos que por enquanto nos são secretos não os quis salvar.

Outra possibilidade só se Deus abrisse mão de seus atributos, como defende o Teísmo Aberto, o que logicamente não tem embasamento bíblico.

Vejamos a seguir a argumentação do famoso puritano inglês, John Owen sobre o assunto:

"Se mantivermos o ponto de vista de que a morte de Cristo torna possível a salvação de todos, mas, na verdade, salva apenas aqueles que creem, então estaremos realmente dizendo que:

1 ...Deus deveria salvar todos os homens. Isto nós negamos. Deus deve fazer somente aquilo que Ele escolhe livremente fazer.

2 ...Deus não pode fazer o que Ele quer, a menos que os homens cumpram certas condições. Isto nós negamos. Isso elimina a glória de Deus.

3 ...o amor de Deus é melhor demonstrado por Ele amar todos os homens igualmente do que por amar apenas alguns homens. Negamos isto.

4 ...Deus enviou Seu Filho para morrer porque Ele amou todos os homens igualmente. Negamos isto, por que não é bíblico. Muitas passagens bíblicas descrevem claramente pessoas que não são o objeto do amor que enviou Cristo para morrer. Por exemplo:
Provérbios 16:4; Atos 1:25; Romanos 9:11-13; I Tes. 5:9; II Pedro 2: 12; Judas 4.

5 ....a fé, que é a condição para se receber a salvação, não é obtida para nós pela morte de Cristo. Mas, as Escrituras ensinam que essa fé é um dos benefícios obtidos para nós por Cristo.

6 .... em Sua morte, Cristo foi o substituto para toda a humanidade. Negamos isto, pois se Ele foi o substituto para todos. então todos são salvos.

7 ...Cristo morreu por aqueles a quem o Pai sabia que não seriam salvos, uma vez que o Pai conheceu de antemão todas as coisas. Não vejo o que se lucro com tal argumento! (Romanos 8:29-30).

Ora, alguns têm argumentado que, embora seja verdade que algo obtido para alguém lhe pertence por direito, todavia é possível que tal coisa tenha sido obtida sob certas condições. E, dizem que a condição para que possamos receber os benefícios obtidos por Cristo é que não resistamos à redenção oferecida, ou que nos submetamos ao convite do evangelho, ou, simplesmente, que tenhamos fé. É contra este argumento que apresento os seguintes pontos:

As condições necessárias para a obtenção dos benefícios advindos da morte de Cristo devem, ou não, estar dentro de nosso poder para realizá-las? Se a resposta for positiva, então todos os homens têm poder para crer; o que é falso. Se a resposta for negativa, então o Senhor deve conceder esse poder, ou não? Se Ele o concede, então por que todos não são salvos? Se Ele não o concede, não pode colocá-lo como condição, ou Ele não estaria sendo sincero ao pedir de nós o que somente Ele pode nos dar. É como se alguém prometesse mil libras a um cego, com a condição de que o homem pudesse vê-las.

Fé, a condição para usufruirmos a salvação, ou é obtida para nós através da morte de Cristo, ou não é. Se é obtida, então todos os homens a têm, pois dizem que Cristo morreu por todos. Se não é obtida para nós por Cristo, então a parte mais importante de nossa salvação não depende de Cristo! Isto diminui a glória de Cristo. E também é contrário ao ensino das Escrituras que dizem que a Fé é um dom de Deus (Vide Filipenses 1:29 e Efésios 2:8).

Afirmar que Cristo morreu por todos, mas somente alguns que cumprirem certas condições poderão ser salvos, é fazê-Ia apenas meio mediador. Dizem que Ele obteve a salvação para todos. Mas de que adianta isso, se Ele também não cumpriu as condições? - pergunto eu!".
(John Owen)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Segundo a promessa, aguardamos

(2 Pedro: 3. 13.) "Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça."
Pedro  em sua segunda carta faz sérias admoestações, quanto a necessidade de termos uma fé firme. No texto acima e mais precisamente no capítulo 3, o apóstolo fala sobre um ponto importante da fé cristã, que é a certeza da segunda vinda de Cristo.
Gostaria de salientar alguns aspectos deste texto que precisam ser observados.
Primeiro, Pedro faz uma distinção, ele destaca os que verdadeiramente são de Cristo, "nós, porém".
Isto é, enquanto muitos torcem as Escrituras, enquantos muitos zombam, enquanto muitos são incrédulos e vivem como se tudo se limitasse a estja vida, enquanto alguns até tenham uma capa de piedade, mas, por dentro são cheios de maldade e podridão e vivem na hipocrisia, "nós, porém, aguardamos segundo a promessa".
Ou seja, aqueles que aguardam segundo a promessa, são diferentes, são separados!
Em segundo lugar é muito interessante a ênfase de Pedro.
Ele deixa claro que nós não aguardamos segundo nossos achismos, não aguardamos segundo o senso comum, não aguardamos segundo a palavra dos teóricos, dos teólogos, mas aguardamos "segundo a promessa". Aguardamos, segundo a Palavra de Deus, ou seja, nossa crença na volta de Cristo é segundo o que está escrito.
Em terceiro lugar, analisemos que aguardar segundo a promessa é ter fé. É se agarrar ao invisível, ao impalpável. É crer que quem prometeu é fiel para cumprir e que certamente cumprirá sua promessa.
2 Timóteo: 2. 13. se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo. 
Hebreus: 11. 1. Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Incredulidade nos Púlpitos



"O problema com pastores incrédulos não é o que eles dizem, mas o que eles deixam de dizer, os temas que evitam, os assuntos que nunca mencionam, como a ressurreição de Cristo, a infalibilidade das Escrituras, a veracidade e confiabilidade da narrativa bíblica, o poder do Espírito para regenerar a natureza humana pecaminosa, a morte vicária de Cristo, a realidade da tentação e a necessidade de resisti-la. É assim que sobrevivem, evitando matérias de fé e pregando aquilo que um rabino, um mestre espírita ou líder muçulmano também pregaria, como a honestidade e o amor ao próximo, por exemplo".

Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Lendo isto, chego a conclusão que a incredulidade nos púlpitos protestantes é maior do que imaginamos, pois o que tem pastor que prega sobre assuntos triviais e rasos, não tá no gibi.

As doutrinas da graça, como a incapacidade humana, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança dos salvos, e outros temas tão importantes, são evitadas e substituídas por temas de auto-ajuda, tais como: "como ter isso, como ter aquilo, como viver os sonhos de Deus, sete passos para isso, ou aquilo outro, como ser cabeça e não cauda, princípios sobre uma vida assim, ou assado"...

Por isso a fraqueza de muitas igrejas, pastores sem fé preparam alimento sem os nutrientes importantes para o verdadeiro crescimento na fé da igreja. Misericórdia Deus!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Graça; fé e obras

Mateus: 12. 33. Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom; ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.

Efésios: 2. 8. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; 9. não vem das obras, para que ninguém se glorie. 10. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.

Como podemos ver nos versículos acima, as boas obras não nos salvam, somos salvos exclusivamente pela graça, Deus não vê en nós nenhum mérito, nos salva simplesmente porque nos ama.

No entanto, as boas obras não podem ser negligenciadas, Tiago diz que a fé sem obras é morta, além disso pelas obras somos identificados.

Resumindo: As boas obras não salvam, mas dão evidência de que somos salvos! Lembre-se, pelos frutos somos conhecidos.

Que frutos temos produzidos?
Para pensar e agir...

PT - Uma estrela cadente

Dando uma rápida olha na minha modesta biblioteca, achei um livro publicado em 2005, do colunista do jornal Gazeta do Povo e da revista ...