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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Militantes de esquerda e o marido traído

Esta semana o Brasil ficou a par de boa parte do conteúdo da delação premiada do ex-ministro e homem forte do governo Lula, Antônio Palocci. Revelações escandalosas sobre o jeito PT de governar e sobre como a cleptomania era sistêmica e não apenas do conhecimento do presidente Lula, mas de sua coordenação. Rapidamente, alguns integrantes do PT e de suas linhas auxiliares como PSOL e PCdoB (como de costume) expressaram repúdio ao juiz Sérgio Moro, sob a alegação de que o magistrado estaria usando o processo da Lava-Jato como instrumento político com a finalidade de prejudicar unicamente o PT e a candidatura de Fernando Haddad.
Lamentavelmente, o que se vê novamente, não é uma autocrítica do PT ou pelo menos um mea culpa reconhecendo "os erros" (CRIMES!!!) praticados, mas, sim uma onda de ataques a justiça e principalmente ao juiz Moro, que simplesmente deu continuidade ao seu trabalho de deixar claro para a população, o caráter criminoso das relações nada republicanas dos governos que saquearam os cofres públicos, levaram nossa economia a uma grave recessão que resultou no desemprego de mais de 14 milhões de pessoas e quase quebraram a Petrobrás, que foi outrora um orgulho nacional. É incrível isso. Eles repudiam o representante da lei, mas não repudiam os atos delatados por Palocci. O comportamento destes partidários e militantes de esquerda que se negam a aceitar os fatos é como o marido traído, que após ver todas as provas e evidências da traição da mulher, fica furioso com o amigo que lhe contou toda a verdade e ignora cegamente toda a leviandade cometida.
Contudo, no caso do marido traído há a paixão, que de fato pode "cegar" ou criar distorções da realidade, mas, no caso dos militantes petistas além da paixão e ignorância, existe mesmo uma questão moral muito latente que tende a diminuir a gravidade dos fatos apresentados. Repare bem, fatos! Fatos! Não teorias ou conspirações, porém, fatos. Evidências e mais evidências documentadas que atestam a triste realidade de que o PT, que ironicamente é conhecido como partido dos trabalhadores é na verdade uma gigantesca estrutura criminosa e Lula o seu grande chefe, desta quadrilha que usou o poder institucional para roubar tudo que fosse possível para se manter no governo a todo custo.
Estamos na reta final da campanha eleitoral, domingo dia 7 demonstraremos se vamos aceitar essa corja maldita, ou se daremos um basta no plano cleptomaníaco desse partido. É preciso dar um basta!!!
Fora PT!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Lutemos com honra!

Esse momento que antecede as eleições gerais do dia 7 de outubro, está marcado pela enorme polarização política.
A guerra de narrativas do "nós contra eles" está cada dia mais intensa, a máquina de fake news segue a todo vapor em ambos os lados e a impressão é de que em nome da vitória eleitoral "vale tudo" e isso é muito nocivo para a democracia, além de ser absolutamente imoral e antiético. Boatos, teorias da conspiração, chicanas jurídicas, revelação de baixarias familiares e uma  série de  outras munições grotescas vêm sendo usadas nesta guerra  política que  entricheirou o país. Mais do que nunca precisamos de lucidez no jeito de fazer política.
É preciso resgatar a importância de se jogar dentro dos limites legais, morais e sobretudo éticos, pois será isto que nos reconduzirá para um futuro de ordem e progresso o qual tanto desejamos desde que nos tornamos uma república.
O Brasil que queremos só irá vingar, quando entendermos que moralidade, civismo, legalidade e ética devem fazer parte de todo o processo de construção de uma nação forte e desenvolvida e depende que cada brasileiro de bem esteja imbuído em combater a má política, essa política das mentiras, das manipulações, das corrupções, e das reais ameças á democracia e ao estado de direito.
Lutemos com as boas armas e com coragem reconhecendo que o Brasil deve estar acima de tudo e Deus acima de todos!

sábado, 19 de agosto de 2017

Financiamento de Campanha - Público ou Privado?


Recentemente parlamentares brasileiros retomaram as discussões sobre reforma política e dentre os pontos debatidos está a sensível questão referente ao financiamento das campanhas eleitorais. O deputado do PT de São Paulo, Vicente Cândido, relator da Comissão Especial para Reforma Política da Câmara, propõe a criação de um Fundo Especial Para o Desenvolvimento da Democracia, cujo valor estimado seria na ordem R$3,5 BI.




Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/07/26/de-onde-os-politicos-querem-tirar-r-35-bi-para-financiar-a-campanha-de-2018.htm

A proposta de um fundo com recursos públicos para financiar campanha política, por si só já é um grande absurdo, mas a coisa fica ainda pior considerando o tamanho do valor proposto e a realidade econômica pela qual passa o País. Parece que mas uma vez nossos políticos mostram o quanto estão desconectados da realidade ou o quanto não dão a mínima para os reais anseios da sociedade brasileira que não aguenta mais tanta corrupção, impunidade, insegurança além dos nefastos efeitos da crise econômica, que deixou o País com mais de 14 milhões de desempregados.

O financiamento de campanha é de fato, um assunto que merece especial atenção, ainda mais considerando que grande parte de tudo o que vem sendo descoberto pela "Operação Lava-Jato" gira em torno deste assunto. Os gigantescos valores de propinas cobrados de empreiteiros iam para abastecimento de Caixa 2 das campanhas de inúmeros de políticos de quase todos os partidos, ou até mesmo eram registrados como doações "legais". Uma das primeiras soluções propostas visando moralizar a questão foi a proibição das doações de empresas, e agora fala-se em financiamento exclusivamente com recursos públicos, mas a grande verdade é que tais alternativas não são as melhores.

Primeiramente, não pode ser dever do Estado sustentar campanhas eleitorais. Existem outras funções muito mais urgentes para se preocupar e não precisamos nem listar, como saúde, educação, segurança, etc. Em segundo lugar, dizer que o financiamento privado pode corromper o sistema, não passa de uma falácia. Se o político for corrupto, não importa a forma como a campanha seja financiada, ele sempre dará um jeitinho de roubar.

A forma como um político irá financiar sua campanha deve ser responsabilidade dele, de seu partido e de seus eleitores. O que precisa ser feito é um aperfeiçoamento dos meios de controle que possam aumentar a transparência. Além disso, as doações de empresas não devem ser proibidas, mas devem obedecer a determinadas regras; por exemplo, empresas com contratos com governo ou pertencentes a holdings com contrato com governo não poderiam doar. Outra situação que deveria ser proibida é a doação de uma mesma empresa ou grupo empresarial, para candidatos concorrentes. Não faz sentido que uma mesma pessoa física ou jurídica doe para candidatos concorrentes, a doação deve pressupor afinidade por um determinado projeto. A Odebrecht, por exemplo, doou para as campanhas, de Dilma, de Aécio e de Marina em 2014, candidatos com propostas ideologicamente opostas entre si. Fica evidente que neste tipo de postura, não havia qualquer interesse ideológico, apenas um "investimento" que visava algum tipo de retorno por parte daquele que for eleito, seja ele quem for. Isto deve mudar.

No link abaixo uma matéria interessante da BBC Brasil, sobre os diferentes tipos de financiamento pelo mundo.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/07/130710_financiamento_eleicoes_dg




PT - Uma estrela cadente

Dando uma rápida olha na minha modesta biblioteca, achei um livro publicado em 2005, do colunista do jornal Gazeta do Povo e da revista ...