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terça-feira, 17 de março de 2015

A excelência no ministério

A excelência no ministério.

A nomeação de obreiros para o ministério pastoral, diaconal e de ensino deveria ser criteriosa, como a Bíblia determina, porém, tenho reparado que muitos líderes e boa parte da membresia de alguns ajuntamentos simplesmente ignoram os princípios mais básicos para escolha de seus obreiros.

Com isso, pessoas desprovidas de capacitação teológica e de plena comunhão com Deus, imaturas na fé, claramente sem aptidão para a função, sem testemunho dos de dentro e dos de fora, com famílias desestruturadas e o principal, sem o chamado de Deus, irresponsavelmente, tem sido escolhidas para a condução da igreja. O trágico resultado desta maneira leviana de constituir obreiros infelizmente conhecemos bem, e listaremos alguns danos à igreja:

Diluição da pregação bíblica em meros conceitos humanistas e sincréticos.

Disciplina eclesiástica inexistente.

Desconhecimento das doutrinas da graça.

Mornidão espiritual e mundanismo.

Estagnação do crescimento saudável.

Dentre outros graves danos.

Precisamos entender que obra de Deus é coisa séria! A igreja não é uma associação qualquer, cuja, liderança possa ser exercida sem critério e sem o claro chamamento da parte de Deus.

O Episcopado não é para curiosos voluntários, ou mero cargo para ser distribuído como ofício político, como forma de agradar pessoas ou determinados grupos na igreja. Antes, o Episcopado, é uma excelente obra que só pode ser exercido por gente plenamente convicta do chamado divino, e que deve ser plenamente reconhecido pela Igreja local. E a régua para avaliar o vocacionado está nas Escrituras em textos como:

1°Tm 3:1-13, At 6:1-3, Tt 1:5-9, 2°Pe 5-1-4

É tempo de clamar a Deus para que Ele abra os olhos daqueles que tem ignorado sua Palavra, fazendo mal ao rebanho, julgando estarem fazendo o bem. E que seja recuperado nas congregações o senso da santidade e da justiça de Deus e da supremacia das Escrituras face aos dilemas da igreja, para que em tudo nos submetamos a Ela em amor e obediência.

#solascriptura
#soliDeogloria

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Requisitos indispensáveis para ser pastor.

O apóstolo Paulo, escrevendo dentre outras coisas, instruiu seu filho na fé Tito, quanto à necessidade de estabelecer lideranças sérias na região de Creta, a maior ilha da Grécia, situada ao sul do Mar Egeu, que pela sua georgrafia, era uma localidade estratégica para a propagação do evangelho. Paulo usa o termo “pôr em boa ordem as coisas que ainda restam e estabelecer presbíteros”, em outras palavras, Tito deveria colocar ordem na casa. Uma tarefa nada fácil para Tito que certamente lhe traria algum desgaste. Os presbíteros que Tito iria estabelecer precisavam atender a alguns requisitos importantes:
“Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes. Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante; Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.” Tito 1:6-9.
Conforme lemos acima, para ser pastor, ou presbítero é necessário ser irrepreensível, isto é, ser de honra ilibada, alguém cuja vida seja transparente e reta, sem que exista um ai de dúvida sobre o seu caráter, alguém sem motivo algum para ser repreendido. Infelizmente, porém, o que mais tem se visto ultimamente são líderes de fama e caráter duvidosos, homens envolvidos em suspeitas de adultérios, ou desvio de recursos, com fama de mexeriqueiros, maldizentes, causadores de intrigas e maus mestres, e outras coisas incompatíveis com o ministério episcopal.
Paulo também orienta Tito, a escolher pastores, que tivessem uma vida familiar exemplar, que fosse marido de uma só mulher, atualmente, porém, para tristeza nossa é comum ver pastores que se divorciaram e recasaram, caíram em adultério, mas vivem em suas igrejas como se esta recomendação bíblica não existisse. Por outro lado, também existem muitos pastores fiés as esposas, mas que são péssimos pais, como Eli, cujos filhos viveram para envergonhá-lo com suas desobediências e dissoluções. Esses tais não têm condições de dirigir uma igreja, já que não podem dirigir suas casas.
A orientação de Paulo, é que os pastores escolhidos fossem e sejam, homens piedosos, santos, verdadeiramente irrepreensíveis como despenseiro da casa de Deus, isto é, que sejam exemplos de servos, humildes, mansos, sóbrios, pacíficos, sem coração cobiçoso e livre da avareza, mas infelizmente não é incomum ouvir falar de pastores e líderes que são exatamente o oposto disso. Homens irreverentes, de linguagem chula, cheios de si, que medem o crescimento da igreja com números e cifrões, homens cheios de violência e truculência no trato com as ovelhas e por aí vai.
O último requisito e certamente mais importante, é a forma como o pastor manuseia a Palavra de Deus. Paulo exorta que ele deve retê-la com firmeza, isto é, sem cair na tentação de suavisar seu conteúdo para ser mais popular, ou disposto a ignorar doutrinas antigas, porém fundamentais, com o discurso falso de contextualizar o evangelho e torná-lo mais atraente. Este requisito, porém, assim como os demais, também tem sido muito depreciado por muitos “pastores” de nossos dias que em busca de “crescimento” trocam a poderosa mensagem das Escrituras pelas mensagens de “autoajuda”, do tipo: “Sete passos para uma vida feliz, como ficar em paz consigo mesmo, como ter sucesso na área tal”. Ou então, trocam os vigorosos sermões expositivos por ensinos rasos e superficiais, que falam sempre sobre falso moralismo, sobre tradicionalismo e costumes denominacionais, sem falar nas mensagens tópicas que se baseiam em versículos isolados do contexto usados indiscriminadamente para disseminar opiniões pessoais, na maioria das vezes heresias sutis, porém, destruidoras que tem causado sérios prejuízos à igreja Cristã.
Dito isto, vemos que a tarefa de Tito não era somente escolher bons pastores, mas também, silenciar os maus, não lhos dando espaço nas igrejas, não deixando que suas falas destruidoras ficassem ecoando pelas igrejas, pois, Paulo entendia que os maus pastores causam mais dano ao Evangelho do que aqueles que abertamente se posicionam como adversários da igreja, “aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.” Tito 1:11.
A melhor maneira de tapar a pouca desses tais é anunciando a verdade, pregando e principalmente vivendo o verdadeiro evangelho, isso pode até causar mal estar na igreja, mas é um mal necessário.
“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.” 1 Coríntios 11:19.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Incredulidade nos Púlpitos



"O problema com pastores incrédulos não é o que eles dizem, mas o que eles deixam de dizer, os temas que evitam, os assuntos que nunca mencionam, como a ressurreição de Cristo, a infalibilidade das Escrituras, a veracidade e confiabilidade da narrativa bíblica, o poder do Espírito para regenerar a natureza humana pecaminosa, a morte vicária de Cristo, a realidade da tentação e a necessidade de resisti-la. É assim que sobrevivem, evitando matérias de fé e pregando aquilo que um rabino, um mestre espírita ou líder muçulmano também pregaria, como a honestidade e o amor ao próximo, por exemplo".

Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Lendo isto, chego a conclusão que a incredulidade nos púlpitos protestantes é maior do que imaginamos, pois o que tem pastor que prega sobre assuntos triviais e rasos, não tá no gibi.

As doutrinas da graça, como a incapacidade humana, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança dos salvos, e outros temas tão importantes, são evitadas e substituídas por temas de auto-ajuda, tais como: "como ter isso, como ter aquilo, como viver os sonhos de Deus, sete passos para isso, ou aquilo outro, como ser cabeça e não cauda, princípios sobre uma vida assim, ou assado"...

Por isso a fraqueza de muitas igrejas, pastores sem fé preparam alimento sem os nutrientes importantes para o verdadeiro crescimento na fé da igreja. Misericórdia Deus!

PT - Uma estrela cadente

Dando uma rápida olha na minha modesta biblioteca, achei um livro publicado em 2005, do colunista do jornal Gazeta do Povo e da revista ...