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terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Crise Confessional da Igreja Brasileira

O evangelicalismo brasileiro passa por uma grande crise atualmente, uma crise de identidade confessional. É com imenso pesar, lágrimas nos olhos e dor no coração que temos tal percepção, pois vemos que algumas lideranças de nossas igrejas não sabem mais quais são suas crenças, seus valores, ou mesmo qual é o caráter  existencial da igreja. Ao que parece, alguns de nossos clérigos estão tão perdidos doutrinariamente, que se tornaram cegos e surdos e estão completamente insensíveis a voz do Senhor, pois quando abrem suas Bíblias não conseguem mais sentir, ver, ou enxergar pela fé, a glória do Todo-Poderoso.

Essa percepção passa longe de ser mais uma crítica oportunista ou rancorosa de alguém que está cansado de igreja, mas sim uma avaliação sincera da nossa terrível realidade e um olhar preocupado com o legado que estamos deixando para as próximas gerações, pois, se continuarmos a trilhar nesse caminho de apostasia e insensatez a igreja evangélica no Brasil daqui a vinte ou no máximo trinta anos, estará tão morta quanto as igrejas da Europa e com isso, o Brasil precisará ser evangelizado novamente.

Não podemos mais fechar os olhos para o que está acontecendo em nosso meio. O zelo na pregação bíblica e expositiva, a muito tempo foi deixado de lado e substituído pelas alegorias, piadinhas, estórias, reflexões ecumênicas, sincretismo e palestras motivacionais. O púlpito que antes proclamava uma mensagem que levava o homem ao arrependimento e a glorificar o Senhor, agora serve para promover o hedonismo e o antropocentrismo, uma busca desenfreada pela satisfação pessoal e culto ao homem. O evangelho tal qual ensinado por Cristo, pregado pelos apóstolos, ensinados pelos pais da igreja e redescoberto pelos reformadores, tem sido soterrado em nossos dias por toda sorte de parafernálias pseudo-religiosas, misturadas com psicologia barata, sofismas filosóficos e senso comum.

Essa crise como dissemos no início, é uma crise confessional, sobretudo entre os tradicionais, que em busca de "crescimento" numérico estão querendo "inovar" as denominações históricas. Ao caírem nessa armadilha em busca de popularidade, relevância e crescimento, grande parte dos nossos pastores já não segue mais o cristianismo bíblico, não sabe nem mais o que significa salvação pela graça, pois não conhece a graça, nem estuda suas antigas doutrinas por considerá-las ultrapassadas. Com isso a ignorância acerca da graça é tão grande, que alguns pregam com todas as letras que a salvação já não é pela graça, mas sim pela esforço humano, boas obras ou pela obediência da lei. A crise confessional é tão grande em nosso meio, que já é possível ouvir heresias grosseiras como o ensino de que Deus a ninguém castiga, ou que Jesus não é julgador dos homens, embora claramente a Bíblia ensine o contrário. Talvez para esses nem mesmo exista inferno ou haverá o dia do juízo final.

Tal crise tem origem no despreparo teológico dos nossos ministros, que são formados por professores sem capacitação, ou que são liberais, relativistas, racionalistas, etc., mas por outro lado essa crise tem a ver em primeiro lugar com a incredulidade e ausência de uma verdadeira conversão e novo nascimento. Sim, muitos clérigos não possuem fé naquilo que pregam, nunca se converteram de verdade e encaram o ministério pastoral como uma fonte de renda, de prestígio, ou de poder.

Como porém, resolveremos esta crise? Saibamos que o remédio para isso está nas mãos de Deus, Nele está a cura para essa crise confessional da igreja brasileira, contudo, é preciso que a igreja clame por avivamento, que nossos crentes amadureçam na fé e sejam mais apologéticos, que defendam a verdade e denunciem a mentira, que estejam humilhados aos pés do Senhor clamando por misericórdia para que Ele nos livre dos anticristos, e para que aqueles conhecedores da verdade proclamem com ousadia, amor e profundo senso de justiça a legítima mensagem do evangelho.

SOLA SCRIPTURA
SOLA FIDE
SOLA GRATIA
SOLUS CRHISTUS
SOLI DEO GLORIA

domingo, 19 de janeiro de 2014

Incredulidade nos Púlpitos



"O problema com pastores incrédulos não é o que eles dizem, mas o que eles deixam de dizer, os temas que evitam, os assuntos que nunca mencionam, como a ressurreição de Cristo, a infalibilidade das Escrituras, a veracidade e confiabilidade da narrativa bíblica, o poder do Espírito para regenerar a natureza humana pecaminosa, a morte vicária de Cristo, a realidade da tentação e a necessidade de resisti-la. É assim que sobrevivem, evitando matérias de fé e pregando aquilo que um rabino, um mestre espírita ou líder muçulmano também pregaria, como a honestidade e o amor ao próximo, por exemplo".

Rev. Augustus Nicodemus Lopes

Lendo isto, chego a conclusão que a incredulidade nos púlpitos protestantes é maior do que imaginamos, pois o que tem pastor que prega sobre assuntos triviais e rasos, não tá no gibi.

As doutrinas da graça, como a incapacidade humana, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível e perseverança dos salvos, e outros temas tão importantes, são evitadas e substituídas por temas de auto-ajuda, tais como: "como ter isso, como ter aquilo, como viver os sonhos de Deus, sete passos para isso, ou aquilo outro, como ser cabeça e não cauda, princípios sobre uma vida assim, ou assado"...

Por isso a fraqueza de muitas igrejas, pastores sem fé preparam alimento sem os nutrientes importantes para o verdadeiro crescimento na fé da igreja. Misericórdia Deus!

sábado, 27 de julho de 2013

Reforma nos púlpitos evangélicos, uma necessidade urgente!

Quem dera se se todos os  obreiros do nosso tempo soubessem o que é SÃ DOUTRINA. Talvez não ouviríamos tantas abobrinhas nos nossos púlpitos....

Tito: 2. 1. Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.

É urgente uma reforma nos púlpitos "evangélicos"!

Muitas comunidades que eu conheço estão morrendo por falta de comida sólida, estão desnutridas pois os obreiros negligentes estão oferecendo leite adulterado, um evangelho diferente daquele que Paulo,  Pedro e os pais da igreja  pregavam...

A panela (o coração do pregador) onde a comida (os gélidos e inúteis sermãos) é preparada está cheia de morte, pecados inconfessos, ódios e provocações, ganância, adultérios e mentiras, arrogância, cegueira e preguiça espiritual...

Por causa desses obreiros fraudulentos, anátemas... O nome Cristo é escarnecido entre os incrédulos e a igreja tem sofrido bastante!

Com lágrimas nos olhos...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O Púlpito e o punhal

Por Cleyton Gadelha

Reconhecendo que é nosso dever, como cristãos, estarmos do mesmo lado, permito-me, entretanto, apontar o dedo contra nós mesmos. Sim, precisamos que alguém, afinal, diga que as armas que estão matando nossa identidade foram gestadas por nossa tolerância autofágica.

É desesperadora a angústia de precisar se agarrar à tentativa de fazer a igreja permanecer em moldes biblicamente concebíveis.As últimas três décadas foram devastadoras para a igreja no Brasil. À medida que a igreja ia sendo transformada de protestante em "evangélica", as estatísticas do IBGE embriagaram nossa percepção.

Quase ninguém se dava conta que o processo estava apodrecendo a Igreja por dentro. Os fatores que viabilizavam tal crescimento não eram, nem de longe, legítimos como práticas cristãs.

Dos "dentes de ouro" à "Marcha prá Jesus" parte de nossa herança foi extraviada. Sem reflexão teológica, a igreja caiu nas mãos de celebridades da música gospel e de líderes carismáticos que invadiram a mídia, assumindo de forma usurpada, o direito de falarem em nome da Igreja.

A face pública do movimento chamado evangélico parece, como diria Olavo de Carvalho, "uma gigantesca máquina de desentortar banana". Visibilidade impressionante, mas completamente esvaziado de significado.

O que está aí é estatisticamente impressionante, mas não pode ser celebrado como cristianismo, porque não o é. Um "cristianismo" que não produz impacto moral sobre a sociedade. Um cristianismo que, várias vezes, fica aquém da moral pagã, não foi, evidentemente, esculpido pelo poder santificador do Espírito Santo.

Por outro lado, as denominações históricas, que deveriam ter ancorado o cristianismo no porto da reforma protestante, praticaram crime ainda maior, quando entregaram suas escolas teológicas nas mãos dos liberais.

Seminários protestantes pagaram salários a professores liberais que corromperam a fé dos nossos jovens que, indefesos,foram entregues nas mãos deles para serem "bultmanntizados", "tilichizados"etc. Esses jovens, depois de quatro anos, eram feitos pastores e, usaram nossos púlpitos como arma letal de desconstrução do cristianismo bíblico. "Quem apóia lobos, sacrifica as ovelhas". Por isso a história não nos tem por inocente.

Muitas igrejas morreram, e o punhal que as matou foi um púlpito pejado de má teologia.Batistas, Presbiterianos e todos os históricos, precisamos fazer um "mea – culpa" porque a resposta dos nossos pais ficou muito aquém da necessidade da igreja e, nós, não somos melhores do que os nossos pais, portanto chorar é também nossa parte.

Como Deus sempre tem que salvar o seu povo, porque se dependesse de nós, seu plano seria de todo extraviado, mais uma vez está Ele vindo em nosso socorro.

É encorajador ver algo novo, burbulhante, se movendo como um broto emergindo de um toco queimado. Há uma força que não se deterá por ser pequena. O Senhor já começou sua reação. Há um vigoroso despertamento das igrejas do Brasil rumo às Doutrinas da Graça.

O mote dos anos 70/80 era: Doutrina não! Doutrina divide! Esse bordão enganoso está sendo substituído no coração de um remanescente que começa a bradar nos púlpitos e nas redes sociais, em acampamentos e em conversa de mesa: Doutrina sim! Teologia Sim! E que sejam aquelas velhas doutrinas que mudaram a Igreja e o mundo no século 16. Como disse Marcos Granconato: "Teologia é como vinho, quanto mais velha melhor". Palavras como Wittenberg, Genebra, Dort, Westminster, Puritanos, Credo, impronunciáveis há alguns anos, compõem agora a falação da galera jovem e dos veneráveiss anciãos de nossas igrejas. A hora da virada chegou!

Deus está visitando a igreja no Brasil para reesculpir sua face com o cinzel da virilidade bíblica e da pujança dos reformadores que batalharam pela fé dos santos sem jamais desfalecerem.

Fonte: http://www.blogfiel.com.br/

PT - Uma estrela cadente

Dando uma rápida olha na minha modesta biblioteca, achei um livro publicado em 2005, do colunista do jornal Gazeta do Povo e da revista ...